Sunday, September 06, 2009

Textos SociaisDecadentes I


Sabe-se, porque nem tão burros somos, que todo político é ladrão. Não vive só de seus proventos, enriquece na carreira política (ou já é rico porque em nossa democracia o poder é hereditário, um político de sucesso elege seu filho, seus parentes), se locupleta sem o menor pudor, decência ou dignidade.

Isso sabemos. Participar dessa trama custa a vida, custa viver uma vida de merda entre patifes que se sacanaeiam tanto quanto a nós nos roubam. Os que estão no alto repartem o botim, qualquer o partido. Por mais que um diga mal do outro, ali, no bar da esquina (no caso, hotel de luxo), estão aos risos e abraços. Mas nenhum dá as costas ao outro. Ali é terra de ninguém, todos puxam o tapete de todos. Amizade é termo sem sentido.

Isso sabemos. É uma forma escrota de ganhar a vida, mentindo sempre e, claro, ensinando isso aos filhos, até pelo exemplo. Quer prá ti? É o que custa o poder que poderás talvez nunca alcançar e ficar a obedecer canalhas para sempre. Estive ente eles, são todos doentes.

Salta aos olhos: qualquer pessoa minimamente decente não sobreviverá num meio assim. Os canalhas estão no poder e de lá só serão apeados pela própria estupidez. Porque a incompetência anda junto com a patifaria. Porque seres humanos são capazes de colaborar entre si, mas macacos não são.

É preciso reduzir ao mínimo a participação na sociedade que eles dominam, aproveitar-se dela, mas viver ao lado. Nenhum causa vale uma vida sequer, quanto mais milhares, que dirá milhões.

O carro do ano não vale o tempo gasto em ganhar o suficiente para a prestação. Assim o tênis de marca ou a roupa de grife.

A sociedade de consumo é crime contra o planeta. Precisa parar. É preciso repensar o relacionamento pessoal de cada um com a sociedade, com o poder.


arnaldo sisson

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