Sem entrar em generalidades como pactos sociais, grandes movimentos, decisões ou o que quer que seja de muito gigantesco, geral ou atinente a espécie, somos todos grandes mentirosos. O amor à opinião dos outros obriga a maioria. Mentiras sobre felicidade no casamento, uma pequena omissão nas conseqüências trágicas daquele porre portentoso.
Nem gosto tanto assim de vinho, mas quantos podem tomar um sei lá o quê safra tal? Ou o carro que uns poucos têm? E que tal se sentir membro de uma comunidade de intelectuais incompreendidos por um tempo néscio e medíocre: um raro? E ser considerado um artista? E o orgulho de “se eu quisesse eu seria”, escondendo o medo de provar, sem a menor sombra de dúvida e para si mesmo, que não é? O “só não faço porque não quero”, “não acho certo” ? Puá... E os que são a nata dos diferentes? Tão independentes que só não se permitem ser iguais e exatamente nisto são cópias dos piores?
De muito inferior posição na escala moral ou social, sinto-me à vontade para aceitar isso em mim sem que me obriguem e, principalmente, culpa alguma. E a ninguém responsabilizo. Minha preocupação quanto ao bem estar do próximo se restringe aos muito próximos afetivamente ou aqueles cuja existência me faz agrado. O que é válido para a moça da mercearia ou para o dono da padaria. Mas sim! Muito ruim que estejam matando tanto por lá, mas quem preferiria que fosse por aqui?
Oh! Que horror! Guerras por todos os lados! Mas, pô pessoal, gente guerreia... basta um líder. E há os que clamem por um destes prebostes do altíssimo batendo com a própria individualidade e independência orgulhosamente no peito. Patético. Patético e monótono.
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