É praia, é mar e não é civilizado. O ar limpo, azul alvejante, um sol mortífero. Carnaval. Acabavam trinta e seis horas de ônibus São Paulo – Aracajú. Eu um destroço fedido, mal dormido e fugindo de São Paulo. Táxi. Casa do Mano. Praia de Atalaia. Oito da manhã.
Segundo piso. Campainha. O mano inteiramente nu, borracho tresnoitado, tendo atrás de si, na sala, quatro casais enovelados e também nus, encontrando um motivo excelente para continuar na faina da orgia. A Gel chega do quarto, também nua e me beija. Vestem-se e saímos para a Toca do Coelho, um quiosque na areia. Nove e pouco. Vodka e cerveja. Não vou longe e tenho de dormir. O apartamento é enorme, na sala já não há ninguém. Meio dia e já tem trio elétrico na praia. O bar Calango, ao lado já tá na função. Apago bebaço e com comprimidos.
Acordo sendo coberto de porradas pelo Mano que tendo saído para beber mais, na volta encontra a porta arrombada. Gritos, confusão, a Gel grudada nele, não entendi nada. Mas algo faz barulho na cozinha. O ladrão voltava para buscar mais. Mais pancadaria, desta vez no meliante. Apanhei porque o Mano, ensandecido pelo trago, pensou que eu havia arrombado a porta para sair, mas estava dentro. Depois mais carnaval, uma coisa. Há um tempo de beber e um tempo de se arrepender disso, mas o melhor é verificar que escapei e contar é divertido.
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