Como estava falando outro dia, tenho absoluta certeza que a única forma de realmente trocar idéias, conversar, é por escrito. O sub-texto dos gestos deixa muito a desejar por demasiado sujeito ao falso e, no entanto, é largamente usado como o principal para o entendimento do que se fala ao vivo e a cores. Líquido, certo, morto e cinza.
Situações se conjuram e encontros sociais se tornam possíveis e cada um deles é uma história particular. Nunca nos encontramos, mas pelo menos um ambiente social freqüentamos. Um onde é possível conversar enquanto a dor nas costas permitir. Isso me lembra de não forçar. Continuo amanhã.
Mas falava sobre os encontros sociais. É bom manter uma certa coerência e, depois de várias taças de café, inúmeros cigarros e um teórico desjejum (que este escrever posterga) é até possível. Mas mais coerente é sobreviver, então é preciso comer. O conjunto dos gestos necessário para a confecção do sanduíche já me daria assunto para muitas páginas. Para começar, sair da cadeira. Ir ao banheiro já está a se tornar imperioso, aproveitarei a interrupção para realizar a alimentação. Em diferentes ambientes. Passos e mais passos. O ruído da descarga lembrando que tem de abrir o registro para encher a caixa d’água e mais... e mais...
Lembrei que não tem pão. Assim: uma constatação. Já não me enfureço com meu Alzaimher. A hora, que sempre corre quando escrevo, informa que o pão é desnecessário. Usualmente não almoço com pão. Mas é só um outro problema. Diário. Alimentação.
A vida precisa de matéria. A matéria é o substrato da vida. A matéria precisa de energia. A energia é o substrato da matéria. A vida é o substrato de quê? Julgo eu que da consciência, daquela que falam as mais altas manifestações do budismo.
Também nessa linha, mas bem mais amarga é a constatação óbvia de que a existência de nações, razão das maiores selvagerias, serviu maravilhosamente ao desenvolvimento da espécie. Durante um tempo deu à humanidade um competidor na exata altura. Mas já começa a não servir mais.
A única forma de controlar-se a proliferação exagerada e prejudicial é um comando único. Nenhuma tribo vai permitir que a outra seja mais poderosa, numerosa ou o que seja. Haverá um poder hegemônico sem a menor sombra de dúvida. Ou isso ou a espécie esgota o planeta.
Não é necessariamente terrível ou sombrio, mas será catastrófico com absoluta certeza. Mais delírio: aquilo que se baseia na vida - a consciência - dá tanto valor a vida quanto nós a matéria. É tudo a mesma coisa. Só tem que continuar existindo e servindo. Interessa aos “quantos”, não aos “quais”. Na onda budista é possível alcançar fazer parte desta consciência.
Impossível continuar escrevendo.
Já refeito dos efeitos diuréticos do café, alimentado e já percorrida a tarde em inúmeros não fazeres, voltei. Entre uma e outra coisa que não tinha de fazer, mas acabei por fazer, disso alijando o amanhã, alucinei por outros ângulos do problema humano.
Considerado o disponível tecnologicamente quanto a conforto e segurança física, nada há a desejar (esquecendo outros devaneios de vida eterna e saúde perfeita). Não se fala da distribuição disso, não é possível e nunca o será já nos níveis atuais de população. Do bem bom pra todo mundo já não é possível e, pior que isso, o meio ambiente deteriora a olhos vistos para todos agora, já, na cara de todos. Ninguém gosta de falar nisso e nem é do interesse da casta dominante que o resto se dê conta disso.
Já lá no outro delírio anterior: pode que esta consciência, que se apoiaria na vida como esta evidentemente se apóia matéria, precise só de espécies conscientes e tecnologicamente capazes. Surge quando estas espécies aparecem. E também evolui. O Deus Posterior. Não criou a vida, veio depois. Precisa só que existamos, os assuntos dela são outros. Como nós sobre a matéria, também aprende a manipular seu suporte da melhor forma para ela, não para nós. Somos só vida.
Situações se conjuram e encontros sociais se tornam possíveis e cada um deles é uma história particular. Nunca nos encontramos, mas pelo menos um ambiente social freqüentamos. Um onde é possível conversar enquanto a dor nas costas permitir. Isso me lembra de não forçar. Continuo amanhã.
Mas falava sobre os encontros sociais. É bom manter uma certa coerência e, depois de várias taças de café, inúmeros cigarros e um teórico desjejum (que este escrever posterga) é até possível. Mas mais coerente é sobreviver, então é preciso comer. O conjunto dos gestos necessário para a confecção do sanduíche já me daria assunto para muitas páginas. Para começar, sair da cadeira. Ir ao banheiro já está a se tornar imperioso, aproveitarei a interrupção para realizar a alimentação. Em diferentes ambientes. Passos e mais passos. O ruído da descarga lembrando que tem de abrir o registro para encher a caixa d’água e mais... e mais...
Lembrei que não tem pão. Assim: uma constatação. Já não me enfureço com meu Alzaimher. A hora, que sempre corre quando escrevo, informa que o pão é desnecessário. Usualmente não almoço com pão. Mas é só um outro problema. Diário. Alimentação.
A vida precisa de matéria. A matéria é o substrato da vida. A matéria precisa de energia. A energia é o substrato da matéria. A vida é o substrato de quê? Julgo eu que da consciência, daquela que falam as mais altas manifestações do budismo.
Também nessa linha, mas bem mais amarga é a constatação óbvia de que a existência de nações, razão das maiores selvagerias, serviu maravilhosamente ao desenvolvimento da espécie. Durante um tempo deu à humanidade um competidor na exata altura. Mas já começa a não servir mais.
A única forma de controlar-se a proliferação exagerada e prejudicial é um comando único. Nenhuma tribo vai permitir que a outra seja mais poderosa, numerosa ou o que seja. Haverá um poder hegemônico sem a menor sombra de dúvida. Ou isso ou a espécie esgota o planeta.
Não é necessariamente terrível ou sombrio, mas será catastrófico com absoluta certeza. Mais delírio: aquilo que se baseia na vida - a consciência - dá tanto valor a vida quanto nós a matéria. É tudo a mesma coisa. Só tem que continuar existindo e servindo. Interessa aos “quantos”, não aos “quais”. Na onda budista é possível alcançar fazer parte desta consciência.
Impossível continuar escrevendo.
Já refeito dos efeitos diuréticos do café, alimentado e já percorrida a tarde em inúmeros não fazeres, voltei. Entre uma e outra coisa que não tinha de fazer, mas acabei por fazer, disso alijando o amanhã, alucinei por outros ângulos do problema humano.
Considerado o disponível tecnologicamente quanto a conforto e segurança física, nada há a desejar (esquecendo outros devaneios de vida eterna e saúde perfeita). Não se fala da distribuição disso, não é possível e nunca o será já nos níveis atuais de população. Do bem bom pra todo mundo já não é possível e, pior que isso, o meio ambiente deteriora a olhos vistos para todos agora, já, na cara de todos. Ninguém gosta de falar nisso e nem é do interesse da casta dominante que o resto se dê conta disso.
Já lá no outro delírio anterior: pode que esta consciência, que se apoiaria na vida como esta evidentemente se apóia matéria, precise só de espécies conscientes e tecnologicamente capazes. Surge quando estas espécies aparecem. E também evolui. O Deus Posterior. Não criou a vida, veio depois. Precisa só que existamos, os assuntos dela são outros. Como nós sobre a matéria, também aprende a manipular seu suporte da melhor forma para ela, não para nós. Somos só vida.
No comments:
Post a Comment