Wednesday, July 12, 2006

Coisa de Fila.

Não afirmo que este ou aquele assunto são meus preferidos porque posso escrever com total impropriedade sobre qualquer assunto e isso diverte a mim e a ti por igual, apenas de diferentes maneiras. Posso até ter pensado nisso numa fila, mas agora não estou lá e tu podes estar. Azar o teu. Ou quase isso. Fila só é chato se alguma angústia te acossa. Fora isso e incômodos posicionais que até podem ser usados como exercícios, fila pode ser um lugar útil. Mas claro que não para aquele merda que passa a reclamar de tudo como se para tudo tivesse solução e sua intervenção tornasse a ambiente melhor.

O argumento de que tem que expressar o descontentamento vem bater em cheio com um pesado: burrice pensar que melhor atendimento, por muito melhor que seja, vai resolver e que um dia filas não existam mais. Que loucura é essa? Quem tão burro? As cidades por implosão inespecífica ficarão menos populosas?

Uma incontrariável pressão impulsiona os acontecimentos importantes na evolução de qualquer espécie: o aumento do número de indivíduos até o possível no nicho ecológico considerado. Tal o tal equilíbrio da natureza. Lentíssimo no ajuste. Nós temos séculos, ela tem eras. Sem um mecanismo de ajuste as contas serão feitas na marra e até que a espécie aprenda, os sobreviventes, se possíveis, viverão dos restos da tentativa anterior. Sorte sermos da primeira leva. Para nós a Terra ainda é bonita. Mas já foi mais e o aumento indispensável da produção de energia e alimentos não vai reverter o processo.

Para elevar o padrão de vida de todos até a média, considerado o nível de consumo europeu, já seriam precisos 2,1 planetas. A solução virá, mas a se concretizarem as tendências totalitárias de hoje, será necessariamente canalha, drástica e estúpida.

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